...O Senhor Deus tomou o homem e o colocou no Jardim do Éden (no Paraíso!) para o cultivar e guardar. Deu-lhe este preceito: "Podes comer do fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dele comeres, morrerás indubitavelmente"...

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Antunes e Scandurra, para quem assimilou foi ótimo!

 Foto: Efren Carlos

Gostaria primeiro de dizer que quem não chora não mama! Afinal a crítica que fizemos aqui à véspera do Salão do Livro, trazendo à tona o nome de Arnaldo Antunes como uma opção no mínimo coerente para uma instituição de Educação que pretende promover um evento cultural de verdade surtiu efeito. Infelizmente não para a Secretaria Estadual de Educação, cuja opção foi a midiática e pseudo gospel cristã nxzerista Rosa de Saron.
Mas graças a Deus, não se sabe se alguém da UFT viu o post ou foi mera coincidência (uma coisa que não acredito é em coincidência), foi um dos melhores shows que já aconteceram no Tocantins. Claro que foi um murro na cara de muita gente! Pessoas que se mandaram já na terceira música, outras que torciam o nariz diante da poesia densa e crua e da performance vigorosa e intimidadora daquele senhor quinquagenário vestindo um kimono preto e que estava nitidamente se divertindo.
Mas mesmo não gostando, ou não entendendo muito, várias almas ficaram ali fazendo pose pra não perder o rebolado e não ficar com cara de taxo diante do grande número de gente que estava vibrando e (o que é mais difícil para os que só ouvem Luan Santana) cantando junto! 
Arnaldo Antunes Foto: Efren Carlos
Houve também apresentações (leia-se cobaias) de abertura, que devo ressaltar foram desrespeitadas e sacaneadas pela equipe de som, que parecia ser a mesma da seletiva, pois foi notório o descaso com os artistas locais, tanto que quando foram regular o som pro show principal, só não trocaram o palco porque não dava tempo. Mas apesar dos pesares, aconteceram ótimas performances.
Primeiro tivemos a dupla CT Musical, com o seu “som do barzinho” com direito até a cover de Sandy e Jr. Uma pena já que a oportunidade poderia ter sido mais bem aproveitada com um grupo que tivesse trabalhos autorias para mostrar. Mas foi o resultado da “votação” feita pelos próprios alunos, então vamos pular para o que realmente interessa. A grande surpresa da noite se chama Maquinários, os meninos fizeram um belo show, mesmo com toda a sacanagem do som. Trouxeram o seu rock nu e cru, que nos remete aos anos 70, com uma excelente performance de palco, apesar de alguns covers. Por isso, considero que o show começou de verdade a partir da Maquinários.
 Banda Maquinários
Depois foi a vez da segunda cobaia, os Aspirais. Excelente performance, criatividade acima de qualquer suspeita e musicalidade na alma. Aspirais para mim, representou a essência do evento, e posicionou a UFT e o Som No Campus no seu devido lugar. Apesar do som ter prejudicado e muito o grupo e não ser o tipo de apresentação do agrado da grande massa destreinada. Mas basta que o evento continue assim nas próximas edições que o povo aprende e cria o bom hábito. Afinal é para isso que serve uma universidade.
Aspirais
 

E por falar em público, este foi a terceira cobaia da equipe de som que depois de ter feito seus “testes”, concluiu que o som estava realmente uma droga e resolveu trocar quase tudo. Deixando todos ali plantados por horas a fio sem entender o que estava acontecendo.
Foi aí que descobrimos que a quarta cobaia da organização era a banda de reggae La Cecília. Que na última hora fora remanejada para o final. Ou seja, sabendo que muita gente já cansada de tanta maçada, não iria esperar mais uma remontagem de som.

 La Cecília
Apesar dos pesares, tenho certeza que nesta noite muitas almas foram salvas do purgatório, pois muitos permaneceram até o fim do show e certamente aqueles que não tinham muita intimidade, adquiriram uma nova percepção do que é uma produção autoral embasada em algo mais bem construído e estudado que a música da bicicletinha, e o que é melhor, sem ser chato ou como dizem as almas perdidas, nerd! 
Vimos dois jovens senhores fazendo um show de uma banda inteira sozinhos. Scandurra mostrou que um homem só é capaz de mover uma montanha. Não por causa de sua intimidade quase sexual com a guitarra, ou por que fizera isso ao mesmo tempo em que fazia o bumbo da bateria vibrar freneticamente. Mas sim pela sua presença de espírito e seu nítido conforto e alegria de estar tocando com seu parceiro de muitas histórias.

Edgard Scandurra Foto: Efren Carlos

Já Antunes, é um moleque das palavras sonoras! Nos faz viajar em sua poesia, e ao mesmo tempo que nos instiga e nos faz vibrar, também nos acalanta com sua voz grave que ás vezes soa quase como uma canção de ninar. Jogou suas letras ao público que chegou a dividi-las na base do rasgo! Fez as pessoas cantarem Lupicínio Rodrigues, e isso apesar do show ter sido de graça é IMPAGÁVEL.

Detalhes luxurientos...

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